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Huáça - fenda aberta

 2025 - Instalação na Paisagem
Argila, areia, arame, sementes e objetos pessoais.
Dimensões variáveis

Escultura que tenciona passado e futuro ao evocar as urnas funerárias dos povos originários como testemunhos de memória e permanência. Longe de uma reconstituição arqueológica, a obra opera como deslocamento crítico, apresentando- se como resíduo do presente e evidência de apagamentos históricos. As esferas de cerâmica, integradas à paisagem, emergem do solo como fragmentos de tempo trazidos à superfície. Huáça se configura como um abrigo simbólico de memórias e uma fenda aberta na história do território. A obra convida à escuta e à reflexão sobre o cuidado com um patrimônio cultural e historico, tão valioso quanto ainda pouco compreendido.

Huáça (pron. hu-á-ça /uˈa.sɐ/) é uma palavra de caráter evocativo, construída por aproximação sonora e conceitual a noções de abrigo e interior presentes em diferentes troncos linguísticos originários do território. Não reivindica autenticidade etnográfica nem tradução literal. Opera como palavra-fenda: um abrigo provisório de sentido e de transgressão poética.

Este projeto foi contemplado pelo 1o edital de Residência Artística ARCO – Arte Compartilhada, realizada no CAEB – Centro Ambiental Eduardo Bonetti, em São José dos Campos/SP,

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